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domingo, 18 de setembro de 2011

Pedagogia das Respostas de Deus

 Responder é um ato pedagógico. O é nas relações interpessoais. O é também no nosso relacionamento com Deus.
 
Quando um pai responde não ou sim para um filho, ensina-o algo. Às vezes é duro para o filho ouvir do pai resposta diferente da esperada, às vezes o filho não está pronto, por isso revolta-se, ao receber um não, quando aguardava como certo um sim. Mas sempre, sofrendo pela resposta, lidando com a revolta, ou mesmo se negando a receber a resposta como definitiva, o filho vai aprender e, por isso, crescer. O aprendizado é retardado e, às vezes até inviabilizado, se o filho rejeita e se nega a seguir na vida, pela trilha da resposta do pai.

Pedagogia antiga esta, da resposta, na relação de Deus com o homem.
O fruto de uma das árvores no Éden, o homem não poderia ter comido. Se não comesse teria aprendido que a obediência a Deus era o segredo para não sofrer e não morrer. Comeu, e até hoje parece não ter aprendido, mesmo sofrendo e contracenando o tempo todo com a morte, que não vale a pena desobedecer a Deus.

Caim recebeu um não de Deus ao oferecer-lhe sua oferta, tivesse refletido e, humilde, procurado entender a resposta divina, teria aprendido que a importância do que oferecemos a Deus não está no esforço desprendido para obtê-lo, tampouco no seu valor intrínseco, mas na atitude pura e despida de segundas intenções no coração. Não refletiu, o ódio tomou conta de sua alma e a violência nasceu na história como a alternativa covarde à coragem para  aprender.

Abraão esperou muito e, quando naturalmente já não podia ser pai, portanto, já considerando, pelo passar dos anos, ter recebido um não de Deus, Isaque nasceu. Com isso a resposta de Deus revelou-se positiva. O sim, no entanto,  pareceu ser provisório ou reversível quando Deus pediu ao pai que lhe oferecesse o próprio filho em holocausto. Não tivesse obedecido, rendendo-se ao querer divido e Abraão não teria aprendido que amar a Deus acima de tudo trás maior prazer do que amar, acima de tudo, a bênção que Deus dá. Deus não nos dá bênçãos para que as idolatremos, mas para que o amemos.

A lista não é pequena. dos patriarcas aos profetas, dos juízes aos reis e dos evangelistas aos apóstolos, todos foram submetidos à ação pedagógica das respostas de Deus. Uns aprenderam e cresceram, outros resistiram e sofreram.

Quando Deus responde, está ensinando algo. O aprendizado que a resposta enseja é sempre muito melhor do que a resposta em si. E há respostas negativas que Deus dá aos homens, cujos ensinamentos, uma vez obedecidos, revelam-se altamente positivos.

Não devemos nos preocupar se receberemos de Deus um sim ou um não. Precisamos isto sim, nos ocupar do aprendizado para que cresçamos com Suas respostas. 

“E nesse andar contigo eu ouço um sim, mas é verdade que às vezes ouço um não. Mas se você me diz sim ou não, eu não desisto, não abro mão, nada vai me separar de Ti.”
(Fernanda Brum)

Lécio Dornas

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Acolher, ajudar, equipar

 Uma Igreja relevante em simplicidade, integridade e serviço influencia sua geração e planta sementes para os que virão depois.

Acolher, ajudar, equipar. Eis três ações fundamentais à atividade pastoral. A caminhada ministerial é o desafio constante de tornar prático e simples o compromisso de viver a profundidade, a verdade e a integralidade do Evangelho. É imperioso que líderes cristãos envolvidos com o cuidado e pastoreio de congregações locais e de pessoas que fazem parte do rebanho do Senhor em ministérios e grupos pequenos promovam, diligentemente, ações e conexões entre elas. Todavia, uma realidade muito desfavorável, constituída de religiosidade e alienação, nos confronta constantemente.

O caminho da simplicidade ainda é possível para aqueles que, sinceramente, e de coração aberto e compromissado, se dispõe a seguir a Jesus e os valores do Reino. Valores ensinados pelo Mestre no conhecidíssimo sermão da montanha, registrado nos capítulos 5 a 7 do evangelho e Mateus. Simplicidade daquilo que é profundo e capaz de mudar e transformar a maneira de pensar e ser do homem em qualquer realidade social, religiosa, política e geográfica. Por isso, a mensagem de Cristo é consistente e universal para todas as culturas, raças e etnias. Simplicidade que vai sendo depurada e ampliada pelas lutas e provas na jornada, quando há disposição de viver essa mensagem e a missão que o Filho de Deus nos propõe.

Nas ações pastorais, o acolhimento de pessoas com suas histórias, realidades e heranças singulares é essencial – acolhimento de pessoas diferentes, com temperamentos e opiniões diversas, com seus pecados, dores, frustrações e sucessos também. Neste acolhimento, vamos convidando cada um a entender que temos um só Deus que, ao mesmo tempo, acolhe-se a si mesmo na forma de três personalidades distintas. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo mostram que é possível este acolhimento em amor, respeito e dignidade. Quem vive essa fé o expressa com uma só alma e pertencendo a uma só Igreja.

Ajudar os cristãos – novos convertidos ou não – na experiência da mutualidade é incentivá-los a ser rebanho e Igreja do Senhor, expressão visível do Reino dos céus aqui na terra. É papel do pastor ajudar as pessoas a aprenderem e considerarem o caminho da meditação, da oração, do perdão, da reconciliação, da comunhão, da adoração e do serviço mútuo. Ajudar a edificar a comunidade de maneira ajustada e equilibrada em amor, sem abandonar ou rejeitar o seu fundamento, Jesus de Nazaré. Ajudar os membros do Corpo a valorizarem seus papéis funcionais como partes fundamentais desse organismo místico, e não desprezarem sua importância, pessoalidade e humanidade. Ajudar pessoas a serem seres humanos melhores e cristãos melhores, mais parecidos com Jesus no que são e fazem, conforme Romanos 8.29, resgatando a imagem de Deusem nós.

Além de acolher e ajudar, o pastoreio e cuidado do rebanho requerem trabalho contínuo e paciente em equipar todo cristão para toda boa obra. Paulo, escrevendo para a igreja na cidade de Éfeso, diz que todos nós somos inspiração do Criador – um poema escrito, desejado e criado em Cristo Jesus para a prática de boas obras. Já Tiago enfatiza que a prática de nossa fé nos torna não somente ouvintes, mas pessoas que entenderam a natureza e essência do Evangelho que deve, sem dúvida, repercutir e resultar em ações concretas de testemunho, serviço, misericórdia e socorro. A integralidade da missão está garantida quando vivenciamos aquilo que cremos e para o que fomos equipados e capacitados.

Em nossa ação pastoral, acolher, ajudar e equiparé possível pelos recursos inesgotáveis da graça de Deus e da ação contínua do Espírito Santo, que inclinam nossas vontades, intenções e pensamentos na direção do que é essencial ao serviço de Cristo. Assim, a Igreja do Senhor será capacitada a oferecer resposta e servir de referencial para uma sociedade injusta, perversa e violenta. Implantar o Reino de Deus significa, também, inibir os sinais de morte com ações de fé.

Pastorear acolhendo, ajudando e equipando as ovelhas para toda boa obra é uma resposta eficaz à carência de homens e mulheres que de fato desejem seguir os passos e a mensagem de Jesus. São eles que construirão uma Igreja relevante em simplicidade, integridade e serviço – uma Igreja que, com sua presença no mundo, vai ajudar na transformação do caos que a circunda, influenciando sua geração e plantando sementes para os que virão depois.

Uma Igreja relevante em simplicidade, integridade e serviço influencia sua geração e planta sementes para os que virão depois.

cristianismohoje.com.br/interna.php?subcanal=63 
Nelson Bomilcar

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO CRISTÃ: NOSSO DESAFIO



igreja contemporânea precisa descobrir um modelo educacional que culmine na sua plena realização, ou seja, na descoberta da sua identidade local. Esta pode ser trabalhada a partir do questionamento: “Que tipo de Igreja desejamos ser?” ou: “Como Igreja, o que devemos fazer?” O que estamos fazendo hoje, de certa forma, determina o nosso amanhã. Movidos pela força do Senhor, temos conseguido vitórias que demonstram nosso compromisso com o Reino de Deus. Entretanto, nosso compromisso mais desafiador está na formação do cristão. A igreja, para alcançar o objetivo do ensino, precisa investir com muito amor na formação daqueles que estão caminhando na construção do Reino de Deus.
A educação cristã é a dimensão mais fundamental e significativa da missão que o Senhor Jesus Cristo entregou à sua Igreja: “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). “… até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina…” (Ef 4.13,14). Entendemos que, como povo de Deus (1 Pe 2.9,10), devemos nos empenhar na vivência do evangelho e, principalmente, ensinando a verdade revelada e ministrada aos nossos irmãos em Cristo Jesus.
A relevância da Educação Cristã está diretamente ligada à contextualização da mensagem bíblica e ao seu relacionamento com a experiência cotidiana do cristão, visando sempre a dar-lhe condições de atingir a maturidade cristã. A formação da nova criatura em Cristo, visando levá-lo à sua plena maturidade, é uma impossibilidade sem a operação do Espírito Santo na vida humana. Dai, a relevância da oração, da comunhão com Deus e do exemplo cristão, na vida daqueles que se colocam como instrumentos de Deus para a consecução de tal propósito.
O programa de Educação Cristã deve levar o educando a estudar a Bíblia, além de despertar o seu interesse para o exame mais amplo e profundo das Escrituras: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).
Através de séculos, a Escola Dominical tem sido um instrumento especial de educação. No sentido mais completo do termo, a Escola Dominical é altamente significativa na vida das igrejas cristãs. Ela desempenha um papel importante no processo de continuidade da cultura religiosa que precisa ser transmitida às novas gerações. Além disso, a Escola Dominical fortalece a visão doutrinária, na medida em que oferece um espaço aberto para pensar e repensar os aspectos fundamentais de nossa fé cristã. Em sua missão, ela vai mais longe ainda, pois sua vocação é formadora, evangelizadora e missionária. Hoje estamos sendo desafiados a uma reflexão séria em torno da Escola Dominical, pois do contrário a igreja local em sua missão fracassará no tocante à formação do cristão em todos os sentidos.
- A Escola Dominical através de seus representantes deve reivindicar da igreja, condições para desempenhar seu papel na estrutura da igreja local.
- A Escola Dominical deve reivindicar os recursos não só no que se refere ao espaço físico adequado, como também literatura de boa qualidade, coerente com a Palavra de Deus.
- A Escola Dominical precisa formar pessoas para o desempenho do ministério do ensino.
- A Escola Dominical, através de seu corpo docente, deve ter como meta o desenvolvimento de um processo técnico-pedagógico que gere crescimento espiritual e um profundo compromisso do cristão com a igreja local. A Escola Dominical deve preocupar-se com a transformação progressiva do cristão, no caráter, valor, motivação, atitudes e entendimento (1 Jo 4.17).
John Dewey, filósofo, psicólogo e educador, em seu livro “Como Pensamos”, faz uma comparação entre ensinar e vender. Ele afirma: – “Ridicularizaríamos um negociante que dissesse ter vendido grande quantidade de mercadorias, embora ninguém houvesse comprado coisa alguma. Entretanto, há professores que pensam ter realizado um bom dia de trabalho educacional sem levar em conta o que seus alunos aprenderam”.
A Educação Cristã de uma igreja não deve se limitar ao preparo do cristão para o serviço da Igreja; deve também capacitá-lo para servir a Deus no mundo em que vive. A Igreja está sendo desafiada a investir com o mesmo vigor dedicado à construção material, em relação à construção espiritual.

Rev. Tácito da Gama Leite
Dr. Tácito da Gama Leite Filho é escritor, autor de 84 Livros; doutor em Teologia (Pontifícia Universidade Católica – RJ); doutor em Psicologia (Florida Christian University, Miame – FL – USA); fundador e diretor do CETEO – Centro de Estudos Teológicos Brasileiro – www.ceteo.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Reflexão Pessoal

O que o Senhor Deus nos fará hoje? Já levantamos abençoados por Sua presença. Louvemos o nome do nosso Deus que tudo é, que tudo faz e que outro não há igual. Seu amor é sem fim. Seus pensamentos de amor nos fazem viver plenamente. Diante de nós Ele expõe sua vontade e com prazer obedecemos. O fim da obediência é alegria e vida plena.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Reflexão Pessoal

O que hoje é certeza, ontem não existia e amanhã poderá não ser mais. Os olhares que me fitam, podem fazê-lo por mero acaso e amanhã, quem sabe, nem de mim se lembrarão... O que para mim hoje é motivo de inspiração, poderá vir a ser decepção. A segurança que hoje (acho) tenho, poderá não passar de ilusão. Não há chão firme, tempo certo ou alegria permanente. A vida plena independe do que sinto. A vida é somente vida quando é com Cristo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dia dos Pais - IDÉIAS

Apesar de estar muito em cima, deixo algumas idéias para o dia dos pais nas classes infantis.


baudaweb.blogspot.com/2011/08/dia-dos-pais-cartao-lembrancinhas-para.html


Se quiser mais idéias, acesse o blog  sobreeducacao2010.blogspot.com

sábado, 30 de julho de 2011

A Ressurreição do Corpo


O Senhor Jesus Cristo... transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso.
Filipenses 3.20-21

A vitória de Cristo sobre a morte indica ainda a natureza da ressurreição. Primeiramente, o Senhor ressurreto não foi um cadáver trazido de volta à vida. Não cremos que nossos corpos serão milagrosamente reconstituídos das partículas da matéria que os compõe hoje. Jesus realizou três ressurreições durante o seu ministério — a do filho da viúva de Naim, a da filha de Jairo e a de Lázaro. É compreensível a simpatia que C. S. Lewis expressou por Lázaro: “Ser trazido de volta e ter de passar pela morte de novo foi bastante difícil”. A ressurreição de Jesus, no entanto, não foi uma ressuscitação. Ele foi promovido a um novo plano de existência no qual ele não era mais mortal, mas “vivo para todo o sempre” (Ap 1.18).

Segundo, nossa esperança cristã de ressurreição não é simplesmente na sobrevivência da alma. O próprio Jesus disse após sua ressurreição: “Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho” (Lc 24.39). Logo, o Senhor ressurreto não era nem um cadáver reanimado, nem um fantasma. Ele foi ressuscitado dentre os mortos e ao mesmo tempo transformado em um novo veículo para a sua personalidade. Além disso, nosso corpo ressuscitado será como o de Jesus, que foi uma extraordinária combinação de continuidade e descontinuidade. Por um lado, havia uma clara relação entre seus dois corpos. As cicatrizes ainda estavam em suas mãos, seus pés e seu lado, e Maria Madalena reconheceu sua voz. Por outro lado, seu corpo atravessou as vestes no túmulo, a pedra selada e portas trancadas, deixando claro que tinha novos e inimagináveis poderes.

O apóstolo Paulo ilustrou essa combinação a partir da relação entre sementes e flores. A continuidade assegura que cada semente produza sua própria flor. A descontinuidade, no entanto, é mais importante, uma vez que a partir de uma pequena semente comum e até mesmo feia brotará uma flor perfumada, colorida e graciosa. “Assim será com a ressurreição dos mortos” (1Co 15.42). Para resumir, aguardamos ansiosamente não por uma ressuscitação (na qual seríamos ressuscitados, mas não transformados), nem por uma sobrevivência (na qual seríamos transformados em um fantasma, mas não ressuscitados corporalmente), mas por uma ressurreição (na qual seremos erguidos e transformados, transfigurados e glorificados simultaneamente).

Leitura recomendada
1 Coríntios 15.35-38

[Texto retirado de
A Bíblia Toda, o Ano Todo, da Editora Ultimato]

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Crente fica doente?


Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais.

Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa.

Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?

É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse post, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.
1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram. Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23).
Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).

O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).

Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.
2. O mesmo ocorre na História da Igreja. Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal. Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.

Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser. 
 

domingo, 24 de julho de 2011

EBF - Continuando o planejamento...

Atividades para a Oficina de Artes



4 E 5 ANOS
DIA
TÉCNICA
MATERIAIS
·         MASSINHA – Entregar massinha para as crianças prepararem alimentos variados. Os orientadores devem ajudar e trazer alguns prontos para os alunos observarem. Ao final, montar um cardápio saudável.
·         COLAGEM – Buscar figuras de alimentos e montar um prato que as crianças gostem. Cada menino pode elaborar o seu.
·         Massinhas variadas
·         Folhas coloridas com o título: Gosto muito de comer...
·         Figuras/revistas diversas
·         Cola
·         Tesoura
·         CENÁRIO – As crianças recebem folha com o cenário do nascimento de Jesus. Pintam algumas partes e colam palha na manjedoura, além de bonequinho como Jesus.
· Folha com a cena da manjedoura.
·        Palha.
·        Cola.
·  Bonequinho para colar na manjedoura.
·         Cola com gliter para enfeitar a estrela.
·         Preparar vários itens da natureza, seja com papel, sucata ou balões. Animais de balões, árvores com sucata (rolos PP higiênico, e copa de PP para embrulhar balas, flores com forminhas de doce...)
·         Balões compridos.
·         Cola.
·         Tesoura.
·         Rolos de PP higiênico
·         Papel de bala para festa.
·         Crepon colorido.

6 A 8 ANOS
DIA
TÉCNICA
MATERIAIS
·         MASSINHA – Entregar massinha para as crianças prepararem alimentos variados. Os orientadores devem ajudar e trazer alguns prontos para os alunos observarem. Ao final, montar um cardápio saudável.
·         COLAGEM – Buscar figuras de alimentos e montar um prato que as crianças gostem. Cada menino pode elaborar o seu.
·         Massinhas variadas
·         Folhas coloridas com o título: Gosto muito de comer...
·         Figuras/revistas diversas
·         Cola
·         Tesoura
·         DOBRADURA – Prepare com os meninos um barco de papel através de dobradura.
·         PINTURA – Pintar tanto o barquinho feito, como um desenho do dilúvio.
·         MONTAGEM – Colar no barquinho figuras de animais e pessoas.
·    Figurinhas de animais e pessoas sobre o dilúvio.
·         Tesouras.
·         Cola.
·         Papel  para dobradura.
·         Lápis de cor ou de cera.
·         Canetinhas.
·         RECORTE E COLAGEM – Prepare com os meninos um livro sem palavras pequeno.
·         MINIATURA – Com uma caixa de fósforos, preparar uma mini Bíblia, colando papéis na capa e pelas bordas.
·         Caixas de fósforos.
·  Papéis pretos, dourados, vermelhos, verdes e brancos.
·         Cola.
·         Tesoura.

9 A 11 ANOS
DIA
TÉCNICA
MATERIAIS
·         CONFECÇÃO DE LIVRO DA CRIAÇÃO – Entregar a cada criança um conjunto de folhas para que eles criem as páginas da criação. Cada folha, um dia da criação. Pode ser por desenhos e pintura ou colagem. Capa e mais uma folha para cada dia.
·         Guia dos dias da criação para todos consultarem.
·         Folhas variadas.
·         Figuras diversas.
·         Lápis de cor e/ou giz de cera.
·         Cola.
·         Tesouras.
·         MONTAGEM de manjedoura com palitos de picolé e palha.
·         MONTAGEM de rolo com escrito sobre a promessa da vida de Cristo.
·         Palitos de picolé.
·         Cola.
·         Palha.
·         Boneco pequenininho.
·         Palito de churrasco.
·         Fita adesiva.
·         FLOR com as cores do livro sem palavras.
·         Palitos de churrasco.
·         Cartolina preta, vermelha, dourada, verde, rosa claro e branco.
·         Colchetes.

12 A 14 ANOS
DIA
TÉCNICA
MATERIAIS
·         HISTÓRIA ILUSTRADA – O grupo prepara em folhas, a história da mulher pecadora quando encontra Jesus, conforme Lucas 7.36-50.
·         Folhas diversas.
·         Canetas pilot.
·         Giz de cera.
·         Cola.
·         Tesoura.
·         CARTÃO – Cada participante criará um cartão bem especial que fale de amor, com coração de dobradura ou com colagem de miçangas. A tarefa será entregar o cartão para alguém que eles tenham ofendido ou que precisem perdoar.
·         Cartolina.
·         Canetinha, lápis de cor, giz de cera.
·         Tesoura, cola.
·  Papel para dobradura ou miçangas vermelhas e rosas.
·         PULSEIRA do livro sem palavras. Confecção de pulseira com 5 contas coloridas (preto, vermelho, branco, dourado e verde) para cada aluno.
·         Cordão encerado
·         Contas coloridas (preta, vermelha, branca, dourada e verde).